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A teoria das tradições de pesquisa de Alasdair Macintyre contra o universalismo iluminista, o relativismo e o perspectivismo

Alberto Leopoldo Batista Neto

Autor
Alberto Leopoldo Batista Neto
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
64 / 2
Ano
2019
DOI
10.15448/1984-6746.2019.2.33574
Páginas
e33574
Idioma
pt
2019Alberto Leopoldo Batista Neto. A teoria das tradições de pesquisa de Alasdair Macintyre contra o universalismo iluminista, o relativismo e o perspectivismo. Veritas (Porto Alegre), v. 64, n. 2, p. e33574, 2019.1

A teoria das tradições de pesquisa de Alasdair MacIntyre é a sua resposta ao problema da radical discrepância entre perspectivas filosóficas incompatíveis e sua incomensurabilidade prima facie. MacIntyre vê no universalismo iluminista a raiz remota do problema, de modo que desenvolve uma crítica vigorosa de suas pretensões de constituir um campo neutro para o julgamento de teses rivais. Ao mesmo tempo, porém, MacIntyre propõe que uma marca das tradições racionais é a sua tendência a transcender os limites  contingentes de sua origem, aspirando a uma efetiva objetividade, e em linha com tal aspiração, desenvolve também uma crítica sistemática às posições relativistas e perspectivistas. Alguns críticos de MacIntyre veem uma tensão problemática, quando não uma contradição expressa, nessa dupla rejeição de MacIntyre. Busca-se mostrar que o pensamento de MacIntyre escapa a tais objeções e constitui um contraponto eficiente tanto ao universalismo iluminista quanto às posições do relativismo e do perspectivismo.