A teoria neokantiana dos tipos de espaço: Um retorno ao "jovem Carnap"
Filipe Pamplona, Lucas Rodrigues de Oliveira
- Autor
- Filipe Pamplona, Lucas Rodrigues de Oliveira
- Revista
- Estudos Kantianos [EK]
- Edição
- 13
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.36311/2318-0501/2025.v13.e025002
- Páginas
- e025002
- Idioma
- pt
Apresenta-se um estudo da classificação dos tipos de espaço de Rudolf Carnap, com base na sua tese doutoral “Der Raum: Ein Beitrag zur Wissenschaftslehre” [1922]. Trata-se da fase inicial do “jovem Carnap”, neokantiano; sua tese diverge do seu posicionamento lógico-positivista posterior. Carnap propõe uma teoria neokantiana dos tipos de espaço com base em uma classificação ternária, na qual não há um “espaço” unificador, há três tipos que devem ser rigorosamente distinguidos, embora preservem relações: espaço formal, intuitivo e físico. Confrontaremos duas intrigantes questões: (i) sobre o espaço perceptivo (fisiológico): teria Carnap desconsiderado este tipo em sua classificação? (ii) O ‘espaço’ é um conceito? – A resposta depende do tipo de espaço em questão. Para Carnap, o “espaço intuitivo topológico n-dimensional” é condição de possibilidade de todo objeto de experiência, no entanto, este espaço já se trata de uma estrutura matemática conceitual; logo, qual sua relação com o puro “espaço intuitivo” de Kant (que não é um conceito)?
