- Autor
- Arthur Henrique Soares dos Santos
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 12 / 26
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.26512/pl.v12i26.50926
- Páginas
- 307 - 340
- Idioma
- pt
Em debates recentes de epistemologia analítica da religião, Alvin Plantinga e Nicholas Wolterstorff costumam caracterizar a tradição reformada como oposta à teologia natural. Embora isso não descreva corretamente a tradição reformada em geral, a fala de Plantinga e Wolterstorff é adequada para descrever os reformados holandeses como Bavinck, Kuyper e Dooyeweerd, denominados muitas vezes de neocalvinistas. Por isso, o presente artigo pretende analisar a rejeição da teologia natural por parte dos reformados holandeses, investigando os motivos teológicos e filosóficos que levaram a tal posição. Por fim, será defendido que, embora um calvinista possa acolher a proposta de uma filosofia cristã, como sugerido pelos neocalvinistas, ele não precisa rejeitar toda possibilidade da teologia natural, como é bem visto na epistemologia reformada de Plantinga.
