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A tradução bruniana da 'Política' de Aristóteles e as suas reverberações na cultura humanística de inícios da Renascença

Fabrina Magalhães Pinto

Autor
Fabrina Magalhães Pinto
Revista
Revista Limiar
Ano
2025
DOI
10.34024/limiar.2024.v11.20704
Páginas
70-92
Idioma
pt
2025Fabrina Magalhães Pinto. A tradução bruniana da 'Política' de Aristóteles e as suas reverberações na cultura humanística de inícios da Renascença. Revista Limiar, p. 70-92, 2025.1

O frade dominicano Guilherme de Moerbeke foi o grande tradutor das obras aristotélicas no século XIII, preferindo transliterar a terminologia grega de Aristóteles em vez de tentar encontrar equivalentes latinos clássicos. Em 1268, na sua tradução da Política, Moerbeke traduz, por exemplo, o termo grego politeia por politia, conceito que não explicaria em nada o seu equivalente. No século XV, Leonardo Bruni traduz novamente a Política se opondo às traduções da escolástica medieval e traduzindo politeia pelo termo latino respublica. Buscaremos neste artigo compreender as escolhas brunianas na sua tradução, que não seguiram a técnica de tradução palavra por palavra utilizada pela tradição escolástica, como o autor inova não apenas na arte da tradução, mas também na elaboração no Quattrocento de uma nova linguagem política que se desenvolve em paralelo com uma nova forma de se interpretar os antigos.