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A virada informacional na Filosofia: alguma novidade no estudo da Mente?

Maria Eunice Quilici Gonzalez, Mariana Claudia Broens, João Antonio de Moraes

Autor
Maria Eunice Quilici Gonzalez, Mariana Claudia Broens, João Antonio de Moraes
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
22 / 30
Ano
2010
DOI
10.7213/rfa.v22i30.2230
Páginas
137-151
Idioma
pt
2010Maria Eunice Quilici Gonzalez, Mariana Claudia Broens, João Antonio de Moraes. A virada informacional na Filosofia: alguma novidade no estudo da Mente?. Revista de Filosofia Aurora, v. 22, n. 30, p. 137-151, 2010.1

Analisamos o conceito de informação a partir da hipótese de Adams em The informational turn in Philosophy, segundo a qual ocorreu na década de 1950 “uma virada de grande abrangência na Filosofia” com a publicação do artigo de Turing “Computing Machinery and Intelligence”. Adams sustenta que novos rumos estariam sendo delineados na pesquisa filosófica tendo como base o conceito de informação no tratamento de questões clássicas, tais como o problema da relação mente-corpo, percepção-ação, a natureza do conhecimento, dentre outros. Concordando parcialmente com Adams, julgamos, entretanto, que sua hipótese enfrenta dificuldades, sendo a mais fundamental delas concernente aos diversos significados atribuídos ao termo “informação”. Argumentamos que ainda que o conceito de informação subjacente à proposta mecanicista de Turing, segundo a qual “pensar é computar”, esteja sendo empregado na Filosofia, isso ocorre não por seu teor mecanicista, mas, principalmente, pelo pressuposto representacionista vigente nessa área. Nesse sentido, a virada informacional na Filosofia não seria inovadora, uma vez que desde os seus primórdios a reflexão filosófica sobre a natureza da mente se apoia no pressuposto representacionista. A novidade residiria não especificamente na proposta de Turing, mas nas reflexões sobre a natureza da informação, especialmente da informação ecológica, e de sua relação com a ação.