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ABRA A FELICIDADE: uma análise interpretativa das propagandas da Coca-Cola e a libertação pelo consumo no capitalismo artista

Paola Dias Bauce

Autor
Paola Dias Bauce
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
10 / 21
Ano
2022
DOI
10.26512/pl.v10i21.38662
Páginas
429 - 444
Idioma
pt
2022Paola Dias Bauce. ABRA A FELICIDADE: uma análise interpretativa das propagandas da Coca-Cola e a libertação pelo consumo no capitalismo artista. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 10, n. 21, p. 429 - 444, 2022.1

O presente ensaio visa traçar o histórico da transnacional Coca-Cola e sua crescente consolidação dentro do desenvolvimento do capitalismo, analisando as estratégias de marketing feitas pelas propagandas da marca e evidenciando a forma como esta propicia um ideário em volta de seu produto. É possível perceber como o papel da propaganda foi essencial para a construção da imagem da Coca-Cola, pois apesar dos escândalos ambientais, empreitadas contra o setor de saúde pública e manipulação de artigos científicos que pudessem prejudicá-la, a marca continua sendo uma das mais valiosas do mercado mundial e uma das mais consumidas. Para explicarmos tal fenômeno, abordamos o conceito de capitalismo artista de Lipovetsky e Serroy (2005) e a libertação pelo consumo apontado por Boltanski e Chiapello (2009), clarificando que o real produto vendido pela Coca-Cola vai além de um simples refrigerante.