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Admiração filosófica: origem conceitual, critérios procedimentais e resistência ao óbvio

Cássio Robson Alves da Silva

Autor
Cássio Robson Alves da Silva
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
18 / 1
Ano
2026
DOI
10.36517/arf.v18i1.96526
Páginas
7-29
Idioma
pt
2026Cássio Robson Alves da Silva. Admiração filosófica: origem conceitual, critérios procedimentais e resistência ao óbvio. Argumentos - Revista de Filosofia, v. 18, n. 1, p. 7-29, 2026.2

A admiração (o maravilhamento) é o ponto de partida do filosofar. No presente artigo, almejo encontrar algumas chaves hermenêuticas para compreendê-la. Para alcançar tal propósito, revisito criticamente algumas teses acerca da temática. Provém daí, primeiramente, a necessidade de reconhecer a sua origem conceitual, que remete ao arcabouço platônico-aristotélico. A seguir, reviso alguns critérios procedimentais sobre o modo como a atitude admirativa fora situada nas etapas do fazer filosófico, sem desconsiderar que a dificuldade de a designar também contribui para a ausência de um ponto de vista unânime acerca deste tópico. Em última instância, para além do enquadramento teórico da discussão, explicitado através de determinadas invariantes, a origem do filosofar, concretizada na experiência admirativa, transcende a obviedade irrefletida, pois altera substancialmente a relação humana com a totalidade do real.