AFETIVIDADE NÃO-INTENCIONAL E INTENCIONALIDADE AFETIVA: INDIVIDUAÇÃO E SIGNIFICAÇÃO NA RELAÇÃO IPSEIDADE-ALTERIDADE
Cristiano Cerezer
- Autor
- Cristiano Cerezer
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 3 / 06
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2011.v3n06.4434
- Páginas
- 215-230
- Idioma
- pt
Lévinas trabalha com uma noção de subjetividade ligada constitutivamente a uma condição afetiva irredutível ao saber e que se torna a base da individuação e da significação. Contudo, ao desdobrar conjuntamente uma fenomenologia do sensível e uma fenomenologia da alteridade, o discurso levinasiano parece tratar de duas afetividades, uma não-intencional e outra intencional. É nesta chave que funcionará sua fenomenologia do Rosto enquanto Símbolo (fenomenológico) e enquanto Vestígio (alterológico), ligando o âmbito não-intencional (diacrônico) e o intencional (sincrônico) no evento proximal. Parece-nos que a intriga de alteridade possui estes dois momentos alternados – simbólicos (sincronia) e elípticos (diacronia) – desde sua base afetiva. Eis o tema de nosso trabalho. Descrever e analisar introdutoriamente tais aspectos – nosso objetivo.
