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Albert Camus e a recusa do assassinato legitimado em o homem revoltado (1951)

Leandson Vasconcelos Sampaio

Autor
Leandson Vasconcelos Sampaio
Revista
Kalagatos
Edição
15 / 1
Ano
2021
DOI
10.23845/kgt.v14i3.133
Páginas
179-187
Idioma
pt
2021Leandson Vasconcelos Sampaio. Albert Camus e a recusa do assassinato legitimado em o homem revoltado (1951). Kalagatos, v. 15, n. 1, p. 179-187, 2021.2

O filósofo franco-argelino Albert Camus (1913-1960) critica em seu ensaio O Homem Revoltado (1951) as filosofias políticas totalitárias que tentavam justificar os crimes de Estado em nome de sociedades perfeitas no futuro. O trabalho busca analisar em que sentido o diagnóstico camusiano de sua época tem como consequência a recusa do assassinato legitimado pela filosofia. O horizonte ético-político camusiano contrapõe-se às tentativas de justificação teórica do assassinato através de filosofias totalitárias. Este tema foi tratado anteriormente em seus Editoriais presentes em Nem Vítimas, Nem Carrascos (1948), entretanto, o trabalho visa mostrar estas questões a partir apenas de O Homem Revoltado.