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Alcançar a suprema altura e a extrema claridade, enquanto se segue o Caminho do Meio: o espírito da filosofia chinesa e sua formação: Attaining Supreme Heights and Ultimate Clarity While Following the Middle Way: The Spirit and Formation of Chinese Philosophy

Hai-Bo Gao

Autor
Hai-Bo Gao
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
9 / 21
Ano
2025
Páginas
20-31
Idioma
pt-BR
2025Hai-Bo Gao. Alcançar a suprema altura e a extrema claridade, enquanto se segue o Caminho do Meio: o espírito da filosofia chinesa e sua formação: Attaining Supreme Heights and Ultimate Clarity While Following the Middle Way: The Spirit and Formation of Chinese Philosophy. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 9, n. 21, p. 20-31, 2025.1

Feng Youlan sustenta que o núcleo da filosofia chinesa reside em “Alcançar a suprema sabedoria enquanto se segue o Caminho do Meio” (极高明而道中庸), concepção intrinsecamente vinculada à unidade ontológica entre essência e fenômeno. Certos filósofos caracterizam essa orientação mediante a noção de “transcendência interna”, antitética à “transcendência externa” predominante na filosofia ocidental — esta última estabelecendo cisão radical entre essência e fenômeno. O conceito de “unidade entre céu e homem” (天人合一) configura manifestação paradigmática desse princípio. A gênese desse paradigma filosófico associa-se à transição da religião natural para a religião ética durante as dinastias Shang e Zhou. Nesse processo histórico, o Imperador Celestial de natureza moral substituiu progressivamente o Imperador Celestial antropomórfico, internalizando-se como virtude intrínseca aos indivíduos. Essa transformação alcançou sua consumação histórica nos períodos das Primaveras e Outonos e dos Reinos Combatentes. Palavras-chave: “Alcançar a suprema altura e a extrema claridade, enquanto se segue o Caminho do Meio”; Unidade entre o céu e o homem; moralidade; Natureza do Mandato do Céu.