Alegorias oníricas para a dororidade: uma análise fílmica do curta-metragem “A Mulher que Eu Era”
Nayara Luiza de Souza
- Autor
- Nayara Luiza de Souza
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 10 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20873-rpv10n1-37
- Páginas
- 231-249
- Idioma
- pt
Este artigo realiza uma análise fílmica do curta-metragem "A Mulher que Eu Era" (2019), dirigido por Karen Suzane e com roteiro de Clara Ferrer, com base na proposição de Aumont (2008) de que os filmes podem ser entendidos como "um ato de teoria”. Para esta análise, adotamos o Feminismo Negro, o conceito de Dororidade (Piedade, 2019), a Teoria Interseccional (Collins & Bilge, 2019) e a proposta de compreensão do casamento como modo de opressão capitalista do Feminismo Marxista (Federici, 2019) para refletir sobre a fala "Hoje é o dia mais importante de uma mulher e você sabe muito bem disso", proferida pela protagonista na quinta cena do curta. Com base em uma abordagem metodológica multidimensional para análise cinematográfica, conforme Jacques Aumont e Michel Marie (2009), investigamos as estratégias narrativas, sonoras e visuais empregadas para discutir as transformações na vida de uma mulher após o casamento, com foco nas interseções de raça e gênero.
