Alfabetização de adultos. In.: Ação Cultural para a liberdade e outros escritos - Paulo Freire
Márcio Chaves-Tannús
- Autor
- Márcio Chaves-Tannús
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 1 / 2
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v1n2a1987-2003
- Páginas
- 123-125
- Idioma
- pt
Paulo Freire começa o artigo em questão tentando caracterizar o que ele chama “concepção ingênua do analfabetismo” (p. 13). Para tanto, ele nos fornece, de início, dois traços definitórios desta concepção. O primeiro seria o entender o analfabetismo como algo a ser sanado, curado do organismo social. O segundo, o de considerá-lo como resultado da falta de inteligência e da preguiça notória dos analfabetos. A estreita desta concepção determinaria, segundo o autor, o caráter mecânico, inadequado da solução que ela propõe ao problema. O processo de alfabetização seria visto como o ato de transferência cumulativa de palavras e sílabas do alfabetizador ao alfabetizando. Ainda decorres dos estreitos limites desta concepção seriam a atitude messiânica frente ao alfabetizando, assumindo como indivíduo a ser salvo, e finalmente uma visão mágica da palavra que enxerga como algo a ser mecanicamente repetido como se se tratasse de um ritual. Descrição sombria de uma concepção a ser naturalmente evitada. [...] Palavras-chave: Alfabetização; Adultos; Político; Social; Analfabetismo.
