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Amor sexual e amor compassivo em Schopenhauer

Luan Corrêa da Silva

Autor
Luan Corrêa da Silva
Revista
Kalagatos
Edição
15 / 1
Ano
2021
DOI
10.23845/kalagatos.v15i1.6301
Páginas
188-202
Idioma
pt
2021Luan Corrêa da Silva. Amor sexual e amor compassivo em Schopenhauer. Kalagatos, v. 15, n. 1, p. 188-202, 2021.4

O objetivo deste artigo é o de defender a conexão entre amor sexual e amor compassivo na filosofia de Schopenhauer. Em um primeiro momento, Schopenhauer opõe amor sexual e compaixão, afirma que o primeiro é amor próprio, portanto egoísmo, enquanto o segundo é amor puro genuíno, visa o bem-estar alheio. A oposição inicial entre amor sexual e compaixão diz respeito à oposição fundamental entre compaixão e egoísmo, mas não contempla suficientemente a verdadeira finalidade do amor sexual. Do ponto de vista metafísico, o amor sexual é compassivo, visa o interesse da espécie, que prevalece diante dos interesses individuais.