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ANCESTRALIDADE, INFÂNCIA E (RE)ENCANTAMENTO DO MUNDO: diálogos entre educação e filosofias africanas

Patrícia Barros Soares Batista

Autor
Patrícia Barros Soares Batista
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
13 / 29
Ano
2025
DOI
10.26512/pl.v13i29.52298
Páginas
106 - 121
Idioma
pt
2025Patrícia Barros Soares Batista. ANCESTRALIDADE, INFÂNCIA E (RE)ENCANTAMENTO DO MUNDO: diálogos entre educação e filosofias africanas. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 13, n. 29, p. 106 - 121, 2025.1

O objetivo deste trabalho é tecer algumas reflexões sobre as questões concernentes aos conceitos de ancestralidade e infância por meio da interlocução com os campos das filosofias africanas e da educação. A partir da experiência vivenciada na disciplina Educação e Filosofias Africanas, no âmbito do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da UFMG, argumentamos que a academia, assim como a sociedade, opera a partir da colonialidade e, ao abrir-se para os pensares e sentires africanos, transgride as formas de atualização da colonização, valorizando abordagens interdisciplinares e epistemologicamente emancipatórias e contribuindo para a (re)construção de saberes, fazendo ecoar as vozes de povos historicamente subalternizados. A partir do pensamento dos filósofos brasileiros Wanderson Flor do Nascimento e Eduardo Oliveira, concluímos que trazer conceitos filosóficos negro-africanos para a educação é um convite ao (re)encamento do mundo e um potente modo de fortalecer uma ótica que concebe o sentir como parte indissociável do pensar.