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ANIMAIS NÃO SÃO COISAS

Júlia Martins Rodrigues, Denis Franco Silva

Autor
Júlia Martins Rodrigues, Denis Franco Silva
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 17
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2014.17673
Idioma
pt
2018Júlia Martins Rodrigues, Denis Franco Silva. ANIMAIS NÃO SÃO COISAS. Revista Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 17, 2018.1

A proposta deste artigo é fazer uma breve análise a respeito da posição ocupada por animais em uma ordem jurídica. Busca-se compreender, para tanto, o conceito de pessoa para o direito, diante de um momento de crise das categorias tradicionais do pensamento jurídico e de desafios da sociedade moderna. Seguindo a lógica especista que rege o raciocínio humano e uma visão antropocêntrica, não houve espaço, até então, para que a ideia de reconhecimento fosse trabalhada entre espécies diferentes. É feita análise, portanto, se deveriam os animais ser tratados pela sociedade e pelo ordenamento jurídico como coisas. Em seguida, investiga-se acerca da possibilidade e bases para personificação. Apesar das atuais tentativas de atribuir o status de pessoa aos animais, essa questão perpassa por obstáculos teóricos e práticos delicados que devem ser repensados. Acredita-se que a abordagem do problema a partir da ideia de antropodecentramento proposta por Marchesini (2009) possa elucidar alguns desses problemas.