Animalidade, mundo e imanência: : Sobre o antropocentrismo em Georges Bataille
Mateus Vinícius Barros Uchôa
- Autor
- Mateus Vinícius Barros Uchôa
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 17 / 2
- Ano
- 2021
- Páginas
- 40-55
- Idioma
- pt
Neste artigo, a noção de animalidade será examinada pelo viés das categorias de mundo e imanência, tal como apresentadas pelo filósofo e ensaísta francês Georges Bataille. Veremos ao longo do texto o conceito de animal assumir a forma de um dispositivo fantasmático e espectral à medida de nossa compreensão das noções de mundo, imanência e expressão dos seres não-humanos desenvolvidas pelo autor no primeiro capítulo de Teoria da Religião. Bataille atentou-se à natureza da vida animal e recobrou criticamente o problema da animalidade num exercício de aproximação poética com as dimensões do informe e do incognoscível, que ele denominou de “mentira poética da animalidade''. Para o autor, a compreensão das condições de aparição do animal no mundo é crucial para a formação de um conhecimento pelo exterior, diferenciado da concepção tradicional do ciclo metabólico e das funções de um organismo recorrentes em filosofias antropocêntricas, como a de Heidegger, por exemplo.
