Antropologia filosófica e luta de classes em Paulo Freire: reflexões sobre liberdade, trabalho e alteridade
Daniel Ribeiro de Almeida Chacon
- Autor
- Daniel Ribeiro de Almeida Chacon
- Revista
- Filosofia e Educação
- Edição
- 17
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20396/rfe.v17i00.8676945
- Páginas
- e025003-e025003
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo examinar a antropologia filosófica freiriana, com foco na análise das categorias da liberdade, trabalho e alteridade. O método desenvolvido na presente pesquisa será o da revisão bibliográfica. Com efeito, visando a um aprimoramento heurístico mais assertivo, nossa ênfase demandará primordialmente uma análise da obra Pedagogia do oprimido. Não obstante, intencionamos conduzir uma investigação que não hesite diante do desafio de realizar um diálogo substancial e enriquecedor com parcela expressiva da vasta produção literária de Paulo Freire, respeitando, de modo diligente, as especificidades sociofilosóficas que permeiam seus textos. As considerações delineadas neste artigo situam-se na perspectiva de que a antropologia filosófica freiriana não pretende uma descrição conclusiva e essencialista, senão uma análise filosófica do ser humano em sua dimensão histórica, em suas relações fundamentais e em seu contínuo processo de transformação e de luta histórica. Portanto, com nítidos matizes materialistas, nosso autor investiga categorias fundamentais para a compreensão do humano, relacionando-as, pois, com a luta de classes.
