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APONTAMENTOS ACERCA DO IDEALISMO TRANSCENDENTAL NO CONTEXTO DA CRÍTICA DA RAZÃO PURA DE KANT

Renata Cristina L. Andrade

Autor
Renata Cristina L. Andrade
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
10 / 19
Ano
2019
DOI
10.26694/pensando.v10i19.662
Páginas
52-61
Idioma
pt
2019Renata Cristina L. Andrade. APONTAMENTOS ACERCA DO IDEALISMO TRANSCENDENTAL NO CONTEXTO DA CRÍTICA DA RAZÃO PURA DE KANT. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 10, n. 19, p. 52-61, 2019.2

Este trabalho pretende oferecer uma exposição e caracterização de certas marcas (sinais) do Idealismo Transcendental presente na primeira Crítica de Kant. Para a realização dos presentes propósitos teremos como apoio algumas passagens do Prefácio à segunda edição da Crítica da razão pura, determinados pontos da Estética Transcendental, bem como tomaremos enquanto base de nossas reflexões a sexta seção da antinomia da razão pura, presente na Crítica da razão pura, denominada de “O idealismo transcendental como chave para a solução da dialética cosmológica”. Entendemos que Kant apresenta, nessa parte de sua Crítica, a caracterização específica e a peculiaridade decisiva do Idealismo Transcendental da Crítica da razão pura. Nossa investigação seguirá as seguintes etapas: i) apresentação da Revolução Copernicana em filosofia proposta por Kant, pois consideramos tal revolução – a mudança de método e no modo de pensar o conhecimento em geral, bem como, em específico, o conhecimento metafísico (filosofia) – o primeiro passo do filósofo em direção ao seu idealismo; ii) elucidação de algumas das conseqüências que Kant extrai das considerações realizadas por ele acerca do espaço e do tempo na Estética Transcendental, as quais assinalam, como diz Kant, a “prova direta” (B534) do idealismo transcendental, ou seja, da idealidade transcendental dos fenômenos; iii) análise e exposição da já citada sexta seção, na qual Kant oferece o que pensamos ser uma caracterização propriamente dita do Idealismo Transcendental da Crítica da razão pura, isto é, o tipo particular de idealidade que Kant atribui a todos os objetos do nosso conhecimento.