ARENDT À LUZ DE MONTESQUIEU: A INTERPRETAÇÃO ARENDTIANA DA TEORIA DAS FORMAS DE GOVERNO E A TIPIFICAÇÃO DO TOTALITARISMO
Renato de Oliveira Pereira
- Autor
- Renato de Oliveira Pereira
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 16 / 40
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2024.v16n40.p417-437
- Páginas
- 417-437
- Idioma
- pt
Este artigo tem o objetivo de explorar a interpretação que Hannah Arendt faz da teoria das formas de governo de Montesquieu e a sua importância para a tipificação do totalitarismo proposta pela autora no ensaio “Ideologia e Terror: uma nova forma de governo”, adicionado como capítulo final da obra Origens do totalitarismo. Partiremos da noção de Duarte (2013) segundo a qual Arendt desenvolve em seu pensamento uma arte de relacionar e distinguir conceitos. Assim, para tipificar o totalitarismo como uma forma de governo inaudita, a autora procura distingui-lo de outros regimes sociopolíticos tomados como semelhantes, como a tirania, por exemplo. Mostraremos como a pensadora faz essa tipificação a partir dos conceitos de natureza e princípio de ação, extraídas de Montesquieu, e também da noção de experiência fundamental de cada forma de governo, que ela acrescenta em sua leitura da teoria das formas de governo do filósofo francês.
