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ARENDT, VOEGELIN E A ANÁLISE SOBRE A INSURGÊNCIA DOS MOVIMENTOS TOTALITÁRIOS:: diferentes pressupostos filosóficos

Rodolfo Rodrigues Medeiros, Galileu Galilei Medeiros de Souza

Autor
Rodolfo Rodrigues Medeiros, Galileu Galilei Medeiros de Souza
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
13 / 1
Ano
2020
DOI
10.25244/tf.v13i1.43
Páginas
275-301
Idioma
pt
2020Rodolfo Rodrigues Medeiros, Galileu Galilei Medeiros de Souza. ARENDT, VOEGELIN E A ANÁLISE SOBRE A INSURGÊNCIA DOS MOVIMENTOS TOTALITÁRIOS:: diferentes pressupostos filosóficos. Trilhas Filosóficas, v. 13, n. 1, p. 275-301, 2020.1

Este artigo é um recorte de uma pesquisa realizada junto ao programa de Mestrado Profissional em Filosofia – PROF-FILO, ofertado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. O trabalho pretende apresentar caracterí­sticas da perspectiva filosófica bem como das reflexões a respeito dos elementos que colaboraram para o advento dos movimentos totalitários com base na concepção de Hannah Arendt (2012, 2016) e Eric Voegelin (1982, 2002, 2007b). Os problemas investigados são: quais as caracterí­sticas da atividade filosófica de acordo com Arendt e Voegelin? Para eles, quais fatores contribuí­ram para o surgimento e ascensão dos regimes totalitários na Europa? As teses ora levantadas são, respectivamente, as seguintes: Arendt centra sua investigação filosófica na análise de fatos histórico-sociais, promovendo uma aliança entre reflexão e ação polí­ticas, enquanto Voegelin, através de uma filosofia histórico-transcendental, visa resgatar conceitos da filosofia clássica que traduzem as experiências engendradoras da ordem da realidade e da consciência do indiví­duo; Arendt atribui a ascensão dos movimentos totalitários a fatores como o colapso do sistema partidário e o aparato de propagação ideológica, já Voegelin indica fatores como a decadência espiritual promovida pelas religiões de credo imanentistas. As discussões que fundamentam esta empresa serão desenvolvidas pela revisão bibliográfica.