Arqueologia foucaultiana e Figures du fou: stultorum infinitus est numerus
Daniela Lima Barros, Rafael Lima Barros
- Autor
- Daniela Lima Barros, Rafael Lima Barros
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 17 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.36517/arf.v17i1.95540
- Páginas
- 146-180
- Idioma
- pt
Neste artigo, nos debruçaremos sobre o arquivo de Figures du fou, exposição ocorrida no Museu do Louvre entre 2024 e 2025, conduzidos pela seguinte interrogação: por que vemos, a partir da Renascença, uma redução da variedade, das múltiplas possibilidades de figuração da loucura? Para abordá-la, nos serviremos do ferramental da arqueologia foucaultiana. Assim, na primeira seção apresentaremos a questão, construindo um paralelo com a História da loucura e elencando os instrumentos metodológicos fornecidos pela Arqueologia do saber; na segunda seção, exploraremos a miríade de figurações do louco na Idade Média e seu estreitamento na Renascença; na terceira seção, por fim, abordaremos as restrições ainda mais severas impostas durante a Idade Clássica sobre a figuração da loucura, bem como as tensões contra essas fronteiras que emergem na Modernidade. Nosso objetivo é descrever como se formaram historicamente as condições de possibilidade de figuração estética da loucura, e quais se nos oferece o presente.
