Artigo
Ver fonte original- Autor
- Jayme Paviani
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 50 / 2
- Ano
- 2005
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2005.2.34401
- Páginas
- 70-81
- Idioma
- pt
2005Jayme Paviani. Arte e educação ético-política e religiosa na república de Platão. Veritas (Porto Alegre), v. 50, n. 2, p. 70-81, 2005.1
Platão, na República, condena a arte. Essa condenação, inicialmente, é de natureza pedagógica e moral e não estética, no sentido moderno da teoria estética e, em segundo lugar, por motivos metafísicos. No contexto de uma reforma ético-política e de uma reforma educacional, podemos nos indagar se os argumentos de Platão atingiriam hoje a poesia de Fernando Pessoa e a pintura de Pablo Picasso. As acusações contra a arte fundam-se em dois tipos de argumentos. Nos livros II e III, Platão afirma e demonstra a incapacidade dos poetas gregos de atender as exigências das faculdades da alma. No livro X, a condenação da poesia e da pintura tem como base o fato de a arte ser puramente imitação, ilusão e, assim, opor-se à teoria das ideias.
