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Arte e memória coletiva. Representações de militância política e repressão dos anos 1970 em Bahía Blanca (Argentina), 1995-2009

Ana Vidal

Autor
Ana Vidal
Revista
Antíteses
Edição
5
Ano
2010
DOI
10.5433/1984-3356.2010v3n5p487
Páginas
487-511
Idioma
pt
2010Ana Vidal. Arte e memória coletiva. Representações de militância política e repressão dos anos 1970 em Bahía Blanca (Argentina), 1995-2009. Antíteses, n. 5, p. 487-511, 2010.3

A última ditadura militar (1976-1983) implementou na Argentina um plano sistemático de desaparecimento de pessoas que tinha como principais objetivos impedir o desenvolvimento dos diversos projetos políticos que vinham sendo encabeçados por alguns setores da esquerda no país desde a década de 1960. Talvez uma de suas conquistas fundamentais tenha sido, justamente, o fechamento dos debates políticos e sociais iniciados naquelas décadas, a ponto de, mais de trinta anos após o golpe militar, os processos de construção da memória coletiva sobre a passado recente na Argentina ainda mostram as dificuldades existentes para elaborar representações que recuperem a complexidade dessas experiências, e permitam, a partir daí, compreender as características e motivações da operação repressiva que procurou destruí-las. Neste trabalho, esses processos de rememoração coletiva são analisados através do estudo de um caso específico: as produções de um grupo de familiares e familiares das vítimas da repressão na cidade de Bahía Blanca (1995-2009) que, recorrendo a recursos , espaços e técnicas das artes visuais e cênicas, elaboraram e difundiram visões particulares sobre aquele período.