- Autor
- Maria Marcela Aranda
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 12 / 23
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2019v12n23p394
- Páginas
- 394-430
- Idioma
- es
As revistas culturáis, compreendidas como objetos de estudo da pesquisa histórica, permiten estudar as batalhas e rumos do pensamento nas sociedades modernas e mapear as linhas de sensibilidade de uma cultura em um dado momento. O objetivo deste artigo é analisar o primeiro estágio da revista Mundo Nuevo (1966-1968) a partir da perspectiva artística (formato, design, periodicidade, programas, parceiros, canais de distribuição e subscrição) para desvendar a intersecção entre arte, história e memória na vida cultural daqueles anos. Suas ilustrações, desenhos e fotografias são tipos de intervenções culturais que afirmam, contradizem e ironizam as questões abordadas na revista, estabelecendo diálogos (intertextuais) com o tempo que a hospeda. O editor responsável - o crítico literário uruguaio Emir Rodríguez Monegal (1921-1985) - incorporou as imagens como expressões constitutivas ‘legítimas’ do campo cultural latinoamericano marcado por convergências e divergências com eventos do mundo atravessado por conflitos decorrentes da Guerra Fria. A conversa entre textos e produções artísticas oferecia leituras performativas no sentido de superar o imediatismo das conjunturas político-ideológicas e, ao mesmo tempo, estabelecer uma rede de resistências “criativas” interagindo com o contexto, isto é, com as tradições culturais da época.
