[ARTIGO RETRATADO] A CATEGORIA RECONHECIMENTO NA FILOSOFIA POLÍTICA CONTEMPORÂNEA: AS CONTRIBUIÇÕES DE AXEL HONNETH E NANCY FRASER
José Aldo Camurça de Araújo Neto
- Autor
- José Aldo Camurça de Araújo Neto
- Revista
- Revista Helius
- Edição
- 1 / 1
- Ano
- 2014
- Idioma
- pt
A filosofia política vem assistindo a um acirrado debate em torno da noção de reconhecimento. Um crescente número de pesquisadores, de diversas áreas das ciências, debruça-se sobre esse conceito. Autores como Axel Honneth e Nancy Fraser são alguns dos muitos representantes que analisam esse tema em suas teorias. Porém, cada um analisa o reconhecimento em perspectivas diferentes. Fraser propõe um paradigma de reconhecimento assentado na acepção weberiana de status e assinala a importância da redistribuição de recursos materiais, defendendo que, em diversos casos, desigualdades sociais não estão calcadas em padrões simbólicos de não-reconhecimento. Honneth, por sua vez, alega adotar uma visão mais ampla de reconhecimento, que não se restringiria à dimensão cultural da justiça, encampando os aspectos econômicos. O autor alemão coloca o conflito social como objeto central da teoria critica, pois para ele a base da interação e o conflito é o próprio conceito de reconhecimento. Mas, qual a relevância deste tema para o debate acerca da justiça? Que motivos levaram Honneth e Fraser a fazer esta análise das sociedades contemporâneas? Como mediar a categoria reconhecimento numa sociedade multifacetária como a nossa? São perguntas como estas que o presente artigo irá responder.
