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AS ANTILOGIAS OU DISCURSOS DUPLOS NO PENSAMENTO DE PROTÁGORAS: AS INFLUÊNCIAS DE HERÁCLITO E PARMÊNIDES

Bianca Vilhena C. Pereira

Autor
Bianca Vilhena C. Pereira
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 19
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2016.17622
Idioma
pt
2018Bianca Vilhena C. Pereira. AS ANTILOGIAS OU DISCURSOS DUPLOS NO PENSAMENTO DE PROTÁGORAS: AS INFLUÊNCIAS DE HERÁCLITO E PARMÊNIDES. Revista Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 19, 2018.1

A arte da antilógica está muito associada aos sofistas de um modo geral, porém mais de uma fonte afirma que foi Protágoras o primeiro a falar de antilogias, isto é, de que sobre todos os assuntos existem dois argumentos antitéticos entre si. Nota-se que o sofista, para construir seu pensamento, recebe influências tanto de Heráclito e o heraclitismo, quanto de Parmênides e o eleatismo. Por um lado, observa-se o diálogo que as antilogias estabelecem com a doutrina heraclítica do fluxo e da complementariedade dos opostos. Por outro, nota-se que Protágoras anula a oposição parmenídica entre doxa e aletheia, partindo do próprio axioma de Parmênides: se o não-ser não existe, tudo o que aparece é e, se é impossível pensar aquilo que não é, a consequência é que todas as percepções e julgamentos são verdadeiros. As antilogias ou os dois logoi de Protágoras apresentam uma realidade instável e indecisa, revelando assim o problema do homem que deve insurgir-se como delimitador de uma medida (ou de um critério), isto é, como balizador da verdade e/ou da decisão. O presente trabalho foi realizado com apoio do CNPq.