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As consequências da condenação de Sócrates: a crítica de Hannah Arendt ao solipsismo moderno

Fábio Abreu dos Passos

Autor
Fábio Abreu dos Passos
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
9
Ano
2013
DOI
10.36517/Argumentos.5.9.19014
Idioma
pt
2013Fábio Abreu dos Passos. As consequências da condenação de Sócrates: a crítica de Hannah Arendt ao solipsismo moderno. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 9, 2013.1

Na perspectiva arendtiana, desde a condenação de Sócrates, abriu-se um abismo quase intransponível entre filosofia e política. Este abismo fez com que a filosofia fosse extirpada do seio dos afazeres públicos e passasse a visar o homem como um ser singular, enquanto visar o homem na perspectiva da pluralidade passou a ser exclusividade da política. Este tipo de visada, segundo Hannah Arendt, fez com que autores como Descartes, Husserl e Heidegger trouxessem, para o seio de suas obras, aquilo que nossa autora vai criticar como sendo o solipsismo moderno, a partir do qual o homem é visto como um ser único, apartado dos demais, ou, quando próximo a eles, se decai em relação a sua existência autêntica. Assim, o intuito do presente artigo é analisar as consequências da condenação de Sócrates para o terreno da filosofia política e, fundamentalmente, analisar como, deste marco histórico/hermenêutico, o homem fora compreendido, pela filosofia, em sua singularidade nua e apartada dos demais indivíduos.