Voltar para Artigos
Artigos

As Duas Definições de Prazer na Ética Nicomaqueia de Aristóteles

Juliana Ortegosa Aggio

Autor
Juliana Ortegosa Aggio
Revista
Journal of Ancient Philosophy
Edição
12 / 2
Ano
2018
DOI
10.11606/issn.1981-9471.v12i2p43-73
Páginas
43-73
Idioma
pt-BR
2018Juliana Ortegosa Aggio. As Duas Definições de Prazer na Ética Nicomaqueia de Aristóteles. Journal of Ancient Philosophy, v. 12, n. 2, p. 43-73, 2018.2

O objetivo do texto é mostrar como Aristóteles, ao formular a primeira definição de prazer em franca contraposição à definição de Platão, coloca para si uma armadilha conceitual a ser superada com a formulação da segunda definição de prazer. A primeira definição de prazer - atividade desimpedida do estado natural e não um processo restaurador de um estado débil – arma a seguinte armadilha: se a eudaimonia também é uma atividade desimpedia do estado natural, o que impediria a inteira identificação desta com o prazer? Ocorre que Aristóteles não defende uma posição hedonista radical, apesar de ter argumentado dialeticamente que o prazer seria, de certo modo, o bem supremo. Posto o problema, mostraremos como a segunda definição de prazer - atividade acompanhante de outra atividade – é necessária para evitar um possível hedonismo radical suscitado pela primeira definição. Em sendo assim, ficará evidente o vínculo lógico entre os Tratados, contrariando a interpretação da maioria dos comentadores