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As MARCAS DA HETEROGLOSSIA NA LITERATURA SURDA EM QUADRINHOS: UMA ANÁLISE DA OBRA “TRÊS PATETAS SURDOS”

FRANCYLLAYANS KARLA DA SILVA FERNANDES, Edneia Oliveira Alves, Manassés Morais Xavier

Autor
FRANCYLLAYANS KARLA DA SILVA FERNANDES, Edneia Oliveira Alves, Manassés Morais Xavier
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID42314
Páginas
BHK31
Idioma
pt
2025FRANCYLLAYANS KARLA DA SILVA FERNANDES, Edneia Oliveira Alves, Manassés Morais Xavier. As MARCAS DA HETEROGLOSSIA NA LITERATURA SURDA EM QUADRINHOS: UMA ANÁLISE DA OBRA “TRÊS PATETAS SURDOS”. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK31, 2025.2

Este artigo tem como objetivo apresentar uma discussão sobre a heteroglossia a partir da Teoria Dialógica da Linguagem, de Bakhtin e o Círculo, enfatizando a existência da heteroglossia na Literatura Surda em Quadrinhos e sua relação com a subjetividade do sujeito surdo. Considerando que a linguagem é essencialmente social e ideologicamente marcada, Bakhtin/Volóchinov (2006) propõe que os enunciados são sempre plurais e dialogam com múltiplas vozes e perspectivas. Assim, heteroglossia se manifesta como um fenômeno discursivo que emerge da interação entre diferentes sujeitos, temporalidades e ideologias. Por meio de uma abordagem interpretativa de natureza qualitativa, analisou-se a presença da multiplicidade de vozes na obra “Três Patetas Surdos”. Como resultado, destaca-se que a heteroglossia manifestou-se em diversos trechos da obra, revelando as muitas vozes pelas quais o autor e os personagens são permeados dentro de suas relações dialógicas na Literatura Surda em quadrinhos. Sendo assim, entendemos que, sob a ótica bakhtiniana, a heteroglossia é condição inerente ao funcionamento da linguagem e que também pode estar presente nas produções literárias de autoria surda.