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“AS NOVAS FORMAS DE CONTROLE” CONSOLIDAÇÃO DO PENSAMENTO UNIDIMENSIONAL NA SOCIEDADE DO CAPITALISMO AVANÇADO CONFORME HERBERT MARCUSE

Francisco de Assis Sobrinho, Alberto Dias Gadanha

Autor
Francisco de Assis Sobrinho, Alberto Dias Gadanha
Revista
Revista Dialectus
Edição
26 / 26
Ano
2022
DOI
10.30611/2022n26id81491
Páginas
59-73
Idioma
pt
2022Francisco de Assis Sobrinho, Alberto Dias Gadanha. “AS NOVAS FORMAS DE CONTROLE” CONSOLIDAÇÃO DO PENSAMENTO UNIDIMENSIONAL NA SOCIEDADE DO CAPITALISMO AVANÇADO CONFORME HERBERT MARCUSE. Revista Dialectus, v. 26, n. 26, p. 59-73, 2022.2

Razão e liberdade são tidas como os princípios fundadores da sociedade industrial e tecnológica do capitalismo avançado. Para garantir a validação de seu discurso, a tecnologia dispõe de sofisticadas formas de controle, que atuam na consolidação da unidimensionalidade como elemento garantidor da coesão social e da manutenção do status quo. Para isso, o “ordenamento tecnológico” recebe o apoio de uma “coordenação política e intelectual”, que garantem a eficiência processual e a eficácia teleológica das diversas formas de controle da civilização industrial avançada. Este artigo tem como objetivo compreender e expor como para Marcuse, a sociedade do capitalismo afluente, com suas novas formas de controle, protagoniza a formação e consolidação da cultura da unidimensionalidade. Para tanto, a partir do método dialético do filósofo frankfurtiano, debateremos temas como, a contenção do pensamento crítico, condicionamento das necessidades humanas e a racionalidade tecnológica. No intercurso de nossa exposição mostraremos que por trás do discurso da liberdade, a nova sociedade industrial tecnológica, impõe suas formas específicas de controle sobre os indivíduos tendo como resultado a formação de um sistema social unidimensional, onde não há lugar para o pensamento crítico, tido como supérfluo. Pois, não só ameaça a atual compreensão de progresso tecnológico da sociedade unidimensional, como também é capaz de inverter a ordem do discurso estabelecido e desmontar toda e qualquer convivência social do atual status quo.