As raízes, o sentido e os frutos da 'Filosofia da Natureza' de Hegel: um percurso de Goethe a Marx
Fábio Mascarenhas Nolasco
- Autor
- Fábio Mascarenhas Nolasco
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 3
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26512/rfmc.v13i3.61248
- Páginas
- 49 - 78
- Idioma
- pt
O presente esboço visa à apresentação, embora sumária, do contexto de surgimento (Goethe), dos traços principais e, por fim, da influência imediata (Marx), das pesquisas de Hegel sobre a filosofia e as ciências da natureza. É forçoso lembrar que todo o contexto da filosofia alemã da natureza foi soterrada, ao longo do XIX, pelo positivismo, e só começou a ser redescoberta por volta da década de 1970, época marcada pela ascensão das discussões ecológicas. Em vista desse cenário, pode-se dizer sem exagero que a filosofia alemã da natureza é ainda uma novidade no debate filosófico internacional, e um terreno a praticamente a ser inaugurado na discussão brasileira. Em virtude da iminência do ocaso climático atual tornou-se, acredito, uma tarefa urgente mapear e desenvolver metodologias que ofereçam diagnósticos e alternativas à autocompreensão filosófica e científica do metabolismo contraditório e autodestrutivo entre o modo de produção capitalista e a exterioridade natural.
