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Astúcias cegas e razões da contingência – notas sobre a reversão hegeliana

Gustavo Chataignier

Autor
Gustavo Chataignier
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
61 / 1
Ano
2016
DOI
10.15448/1984-6746.2016.1.19695
Páginas
193-219
Idioma
pt
2016Gustavo Chataignier. Astúcias cegas e razões da contingência – notas sobre a reversão hegeliana. Veritas (Porto Alegre), v. 61, n. 1, p. 193-219, 2016.1

Introdutoriamente, situaremos em linhas gerais o debate contemporâneo no que tange ao hegelianismo, apontando tanto para a crítica ao sujeito legislador como para novas leituras abertas à contingência. Em um segundo momento, exporemos os argumentos presentes nos chamados “cursos de filosofia da história”, evidenciando primeiramente seu princípio identitário, para em seguida problematizar a pertinência desse uso mediante os argumentos de um pensamento relacional e portanto ontologicamente dinâmico e empiricamente comparativo. Por fim, será questão de levantar a hipótese da extração de um modus operandi da letra hegeliana, sem, contudo, fazer sistema. Nesse sentido, o conceito modal de “possível” substituiria a “liberdade” em prol de uma racionalidade da contingência.