- Autor
- Reginaldo Rodrigues Raposo
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 7 / 13
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.34024/limiar.2020.v7.10668
- Páginas
- 144-162
- Idioma
- pt
O artigo tece considerações sobre a relação filosófico-musical de Hegel com as transformações promovidas pela contribuição de Beethoven, através dos documentos históricos que compõem o que se toma pela Estética hegeliana. A partir das observações feitas pelo musicólogo alemão do século XX, Carl Dahlhaus, acerca desta mesma articulação, buscamos identificar e analisar a leitura que enxerga na crítica hegeliana à música de seu tempo sutilezas que apontam para além da percepção de uma mera “indisposição” de tendência classicista por parte do filósofo. Demonstramos ainda como essas observações conduzem a sentidos que, por sua vez, reafirmam o lugar específico da música enquanto arte particular e a característica de seu movimento no todo da Estética e da filosofia hegeliana.
