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(Bio)polícia: Entre o Exercício da Soberania e o Nascimento de uma Racionalidade Política na História da Governamentalidade de Michel Foucault

João Jânio da Silva Lira, Sandro Cozza Sayão

Autor
João Jânio da Silva Lira, Sandro Cozza Sayão
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
10 / 1
Ano
2022
DOI
10.26512/rfmc.v10i1.47752
Páginas
271-279
Idioma
pt
2022João Jânio da Silva Lira, Sandro Cozza Sayão. (Bio)polícia: Entre o Exercício da Soberania e o Nascimento de uma Racionalidade Política na História da Governamentalidade de Michel Foucault. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 10, n. 1, p. 271-279, 2022.1

Foucault cunhou o termo biopolítica ao pensar filosofia política, esse conceito designa um duplo percurso: a) anátomo-política (regulação dos corpos) e b) biopolítica da população (massificação das condutas). Entremeio essas noções surgem a polícia: um dispositivo que é aparelho de disciplina e aparelho de Estado e caracteriza a racionalidade política moderna como uma “tecnologia política dos indivíduos" entre os séculos XVII e XVIII (Era Clássica). É para situar os efeitos dessa racionalidade política que o autor situa o nascimento da polícia (police). Este trabalho, portanto, tem como foco investigar a noção de polícia nos escritos de Foucault a partir do prisma de uma genealogia da polícia como bio-polícia e questionar-se se essa ideia nasce como 1) um dispositivo de repressão, como se costuma pensar, ou 2) como uma técnica de aperfeiçoamento da soberania estatal e reforço do Estado dentro do próprio Estado. Neste trabalho defendemos a segunda hipótese.