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Biopolítica e Biocapitalismo: implicações da violência do controle

Augusto Jobim do Amaral

Autor
Augusto Jobim do Amaral
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
63 / 2
Ano
2018
DOI
10.15448/1984-6746.2018.2.30794
Páginas
515-543
Idioma
pt
2018Augusto Jobim do Amaral. Biopolítica e Biocapitalismo: implicações da violência do controle. Veritas (Porto Alegre), v. 63, n. 2, p. 515-543, 2018.1

Como fundamento da constituição de uma crítica política do presente, frente a estratégias biopolíticas do capital que dispõem a vida tanto como sujeito quanto objeto da política, necessário sempre atentar para suas metamorfoses e reconfigurações. Os dispositivos de poder neoliberal, em especial que se exercem sobre a população, a vida e os vivos e que penetram todas as esferas da existência, mobilizando-as inteiramente, ademais, transformam-nas em cativas do medo e da solidão, cenário frutífero para a proliferação de tecnologias de controle. O biocapitalismo, portanto, para além de uma dinâmica econômica, pontua a amálgama de técnicas soberanas, disciplinares e securitárias de controle, investindo para a totalidade da sociedade como forma de auto-exploração e de expansão imaterial da produção.