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Biopolítica e normatividade: duas abordagens filosóficas acerca da pandemia da Covid-19 a partir de Agamben e Habermas

Jozivan Guedes

Autor
Jozivan Guedes
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378643663
Páginas
e8
Idioma
pt
2020Jozivan Guedes. Biopolítica e normatividade: duas abordagens filosóficas acerca da pandemia da Covid-19 a partir de Agamben e Habermas. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, p. e8, 2020.3

Este artigo analisa o problema da pandemia da Covid-19 do ponto de vista filosófico a partir das contribuições de Agamben e Habermas. Agamben aborda a dimensão biopolítica da pandemia e sugere que o isolamento social é uma estratégia política de exceção com vistas a limitar a liberdade das pessoas. Nesse sentido, ele fala em “invenção epidêmica”. Habermas aborda a Covid-19 do ponto de vista normativo ponderando que as questões devem ser refletidas a partir da perspectiva ética da dignidade humana, e do ponto de vista político da solidariedade. A minha hipótese é a de que Agamben acerta em alguns pontos a sua análise, mas tem limites porque não leva em consideração a dimensão biológica da letalidade da Covid-19. A análise de Habermas é mais condizente com uma abordagem realista do vírus porque subscreve as orientações científicas da Organização Mundial da Saúde e reivindica o papel normativo dos direitos humanos nas decisões ético-políticas em decisões que buscam atenuar os impactos da pandemia.