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Biopotência dos corpos enquanto virtualidade expansiva do currículo cultural da Educação Física

Clayton Cesar de Oliveira Borges, Pedro Xavier Russo Bonetto, Rubens Antonio Gurgel Vieira

Autor
Clayton Cesar de Oliveira Borges, Pedro Xavier Russo Bonetto, Rubens Antonio Gurgel Vieira
Revista
Educação e Filosofia
Edição
39
Ano
2025
DOI
10.14393/REVEDFIL.v39a2025-77420
Páginas
1-36
Idioma
pt
2025Clayton Cesar de Oliveira Borges, Pedro Xavier Russo Bonetto, Rubens Antonio Gurgel Vieira. Biopotência dos corpos enquanto virtualidade expansiva do currículo cultural da Educação Física. Educação e Filosofia, v. 39, p. 1-36, 2025.3

A Educação Física escolar situa-se historicamente no horizonte da governamentalidade biopolítica. Não obstante, uma proposta curricular do componente vem, há duas décadas, sendo experienciada na educação básica, indicando como objetivo a constituição de experiências subjetivas não homogêneas e, por conseguinte, sinalizando outros modos de se pensar o corpo. Diante disso, o objetivo deste ensaio é dar a ver a operacionalidade de conceber o currículo em pauta relacionando-o com o conceito de biopotência. Inicialmente, aborda-se a tematização do corpo na Educação Física e seus efeitos curriculares. Em seguida, desloca-se a análise para as relações existentes entre os conceitos de corpo e biopolítica, com o intuito de efetuar um breve traçado das reverberações que a tematização da biopolítica vem adquirindo na esfera educacional e, mais particularmente, na Educação Física. O terceiro momento, de caráter teórico-reflexivo, dedica-se à exploração da noção de biopotência e à sua articulação com investigações recentes sobre o currículo cultural, evidenciando práticas que potencializam modos de existência. Conclui-se que, ao reconhecer e valorizar os mais distintos corpos e, por corolário, todas as formas de existência, parece plausível argumentar que a perspectiva curricular de que aqui se trata pode ser concebida na condição de biopotência dos corpos. Palavras-chave: Educação Física; Biopolítica; Biopotência. Biopotency of Bodies as Expansive Virtuality in the Cultural Curriculum of Physical Education Abstract: School Physical Education is historically situated within the horizon of biopolitical governmentality. Nevertheless, a curricular proposal for this subject has been experienced in basic education over the past two decades, aiming to constitute non-homogeneous subjective experiences and, therefore, indicating alternative ways of thinking about the body. This essay aims to demonstrate the operationality of conceiving this curriculum in relation to the concept of biopotency. It first addresses the thematization of the body in Physical Education and its curricular effects. It then shifts the analysis to the relationship between the concepts of body and biopolitics, outlining how the discussion of biopolitics has resonated in the educational field, particularly in Physical Education. The third section, theoretical and reflective in nature, explores the notion of biopotency and articulates it with recent research on the cultural curriculum, highlighting practices that enhance ways of existing. It concludes that by recognizing and valuing diverse bodies—and, by extension, all forms of existence—it is plausible to argue that the curricular perspective discussed here can be understood as a manifestation of the biopotency of bodies. Keywords: Physical Education; Biopolitics; Biopotency. Biopotencia de los cuerpos como virtualidad expansiva en el currículo cultural de la Educación Física Resumen: La Educación Física escolar se encuentra históricamente situada en el horizonte de la gubernamentalidad biopolítica. Sin embargo, una propuesta curricular de este componente ha sido experimentada en la educación básica durante las últimas dos décadas, con el objetivo de constituir experiencias subjetivas no homogéneas y, por lo tanto, señalar otros modos de pensar el cuerpo. Este ensayo tiene como objetivo mostrar la operatividad de concebir este currículo en relación con el concepto de biopotencia. En primer lugar, se aborda la tematización del cuerpo en la Educación Física y sus efectos curriculares. Luego, se traslada el análisis a las relaciones existentes entre los conceptos de cuerpo y biopolítica, con el fin de trazar brevemente las reverberaciones que la tematización de la biopolítica ha adquirido en el ámbito educativo y, más específicamente, en la Educación Física. El tercer momento, de carácter teórico-reflexivo, se dedica a la exploración de la noción de biopotencia y su articulación con investigaciones recientes sobre el currículo cultural, evidenciando prácticas que potencian modos de existencia. Se concluye que, al reconocer y valorar los cuerpos más diversos y, por ende, todas las formas de existencia, es plausible argumentar que la perspectiva curricular aquí tratada puede ser concebida como una manifestación de la biopotencia de los cuerpos. Palabras clave: Educación Física; Biopolítica; Biopotencia.   Data de registro: 15/03/2025 Data de aceite: 24/09/2025