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BNCC E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE A PARTIR DA CONCEPÇÃO NIETZSCHIANA DE FORMAÇÃO PARA A CULTURA

Giovana Carmo Temple , Fabio Moraes

Autor
Giovana Carmo Temple , Fabio Moraes
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.21680/1984-3879.2024v24n1ID34176
Páginas
AR02
Idioma
pt
2024Giovana Carmo Temple , Fabio Moraes. BNCC E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE A PARTIR DA CONCEPÇÃO NIETZSCHIANA DE FORMAÇÃO PARA A CULTURA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 24, n. 1, p. AR02, 2024.3

Considerando o contexto da Reforma do Novo Ensino Médio (2017), buscou-se promover possíveis aproximações entre os apontamentos críticos feitos pelo jovem Nietzsche, acerca do processo de industrialização pelo qual passou a educação alemã de sua época e os princípios formativos da BNC-formação (2019). Para tanto, realizou-se a análise das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a formação docente da educação básica, bem como o estudo sistemático das conferências Sobre o futuro dos  nossos estabelecimentos de ensino (1872). A atualidade das contribuições do filósofo alemão sobre educação na modernidade, permitiu-nos lançar luzes sobre os principais dilemas atualmente enfrentados, pela educação brasileira, a respeito da Reforma do Novo Ensino Médio e da BNCC. Os resultados desse trabalho denunciam um modelo educacional em curso no Brasil, cujos princípios formativos estão alinhados a interesses muito específicos, o que nos levou a concluir que, no âmbito da Reforma, o interesse do Estado, alinhado aos interesses empresariais, resume-se a formar professores-treinadores, aptos a incorporar e ensinar (inculcar) as habilidades e as competências técnico-profissionais predeterminadas pelas DCNs.