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Breves observações sobre a ideia de esgotamento do quadro-pintura

Daniel Marcolino Claudino de Sousa

Autor
Daniel Marcolino Claudino de Sousa
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
20 / 1
Ano
2020
DOI
10.31977/grirfi.v20i1.1398
Páginas
1-16
Idioma
pt
2020Daniel Marcolino Claudino de Sousa. Breves observações sobre a ideia de esgotamento do quadro-pintura. Griot : Revista de Filosofia, v. 20, n. 1, p. 1-16, 2020.3

Este artigo parte da análise do Impressionismo, do abstracionismo de Kazimir Malevich e dos penetráveis de Hélio Oiticica para pensar o processo de eliminação das bordas do quadro-pintura. A tese de Oiticica é a de que, no momento em que viveu e atuou, o quadro-pintura passa a prescindir das bordas, derramando-se para fora dele e se constituindo como modus vivendi, eliminando, assim, a noção de um fora e um dentro. Com isso, defende a substituição do espectador pela do participador. Perguntamo-nos se o cinema, com suas bordas móveis, também é tocado por essas mudanças. Para tanto, tomaremos O Cinema Novo e o Cinema Marginal. Por fim, pensamos se a instituição escolar, como herdeira dessas questões, tem se inserido nesse debate e qual tem ou seria seu papel. Nesse sentido, fica a pergunta sobre o que se deve esperar dessa instituição depois da diluição do quadro (das grandes narrativas, das certezas modernas) e das vanguardas históricas.