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Bruno Latour e Michel Foucault: a formação de práticas civilizatórias

Edilene Maria Carvalho Leal

Autor
Edilene Maria Carvalho Leal
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
15 / 1
Ano
2016
DOI
10.5007/1677-2954.2016v15n1p142
Páginas
142- 168
Idioma
pt
2016Edilene Maria Carvalho Leal. Bruno Latour e Michel Foucault: a formação de práticas civilizatórias. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 15, n. 1, p. 142- 168, 2016.1

Esse artigo discute o problema da efetividade de práticas civilizatórias no contexto das sociedades atuais, uma vez que estas decorrem de um longo processo de racionalização da vida coletiva e individual responsável pela dicotomização entre técnica e valor, racionalidade e irracionalidade, liberdade e heteronímia. Contudo, na contramão de grande parte de pensadores que analisaram esse processo a partir da perspectiva da razão como centro de produção, tanto das conquistas ético-políticas quanto da lógica da reprodução técnica das sociedades modernas, Bruno Latour e Michel Foucault desenvolveram argumentos convincentes, segundo os quais sociedades orientadas predominantemente pela racionalização jamais existiram e, por isso mesmo, não se pode negar que estas mesmas sociedades desenvolveram ou podem desenvolver modos de vida ou práticas coletivas e individuais de existência ético-civilizatórias.