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Cidadania e identidade no estado democrático de direito: acerca da inclusão política do imigrante

Marcio Renan Hamel, Jelson Becker Salomão

Autor
Marcio Renan Hamel, Jelson Becker Salomão
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
25 / 1
Ano
2020
DOI
10.5216/phi.v25i1.52355
Idioma
pt
2020Marcio Renan Hamel, Jelson Becker Salomão. Cidadania e identidade no estado democrático de direito: acerca da inclusão política do imigrante. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 25, n. 1, 2020.1

O presente artigo discute a inclusão do imigrante em contextos políticos democráticos. Pretende demonstrar que o paradigma procedimental de direito proposto por Jürgen Habermas oferece as condições formais requeridas para a solução da tensão entre cidadania e identidade, produzida pelo fenômeno das migrações. O modelo habermasiano visa a assegurar, mediante a estrutura reflexiva do direito, a inviolabilidade da pessoa e a neutralidade ética do Estado democrático de direito. Todavia, embora tenha fundado o Princípio da Democracia na ideia de reconhecimento intersubjetivo, Habermas não se deteve em explicitar o teor normativo de tal noção. Dado que a noção de reconhecimento possa ser interpretada em sentido meramente descritivo, buscamos sustentar, com base no modelo teórico-crítico de Honneth, que a plausibilidade do procedimentalismo habermasiano depende de uma concepção reconhecimento enquanto postura moral de afirmação fática do valor intrínseco de uma pessoa ou grupo de pessoas.