Cinema e verdade: fundamentações para uma hermenêutica-fenomenológica dos filmes
Luan Alves dos Santos Ribeiro
- Autor
- Luan Alves dos Santos Ribeiro
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 24 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.31977/grirfi.v24i2.4832
- Páginas
- 301-320
- Idioma
- pt
A presente investigação filosófica busca realizar questionamentos para a fundamentação de uma hermenêutica-fenomenológica dos filmes que o concebem no sentido de eventos da verdade ontológica, queremos dizer, da aletheia: verdade como aparecimento e concomitante ocultamento de significações. Para cumprir tal objetivo, primeiramente iremos opor a concepção da verdade tal como fundamentada por Heidegger à noção aristotélica de verdade correspondencial de modo a explicitar a dilatação da filosofia para além dos limites do discurso apofântico e caracterizar o cinema como poesia (Dichtung) que indica a tripla instituição (Stiftung) da verdade como doar (Schenken), como fundar (Gründen) e como iniciar (Anfangen) da história (Geschichte). Em nosso segundo momento, por sua vez, faremos considerações metodológicas a fim de consolidar o trato do cinema como um genuíno fenômeno (Phänomen) – não representação ou mimesis – e de delimitar nossa perspectiva interpretativa como alicerçada no dizer (léguen), que recolhe as suas fundamentações do discurso (lógos) da ontologia fundamental heideggeriana.
