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COMO SER FUNDACIONALISTA NEOCLÁSSICO QUANTO À JUSTIFICAÇÃO EPISTÊMICA

Kátia M. Etcheverry M. Etcheverry

Autor
Kátia M. Etcheverry M. Etcheverry
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
26 / 39
Ano
2014
DOI
10.7213/aurora.26.039.DS.06
Páginas
581-607
Idioma
pt
2014Kátia M. Etcheverry M. Etcheverry. COMO SER FUNDACIONALISTA NEOCLÁSSICO QUANTO À JUSTIFICAÇÃO EPISTÊMICA. Revista de Filosofia Aurora, v. 26, n. 39, p. 581-607, 2014.1

Este artigo tem como objetivo mostrar que, apesar de suas diferenças teóricas, as teorias internalistas da justificação fundacional, propostas por defensores do fundacionalismo contemporâneo de inspiração cartesiana denominado “neoclássico”, têm na noção de consciência direta sua pedra angular quando procuram fornecer uma explicação de como a justificação de crenças básicas pode ser não inferencial e infalível, constituindo assim a base especialmente forte que, em sua concepção, é condição para o sucesso da posição fundacionalista. Essas teorias compartilham também o desafio de explicar como essa consciência direta pode desempenhar o papel epistêmico a ela atribuído, que constitui um aspecto teórico particularmente obscuro em todas essas teorias, sobre o qual procuramos lançar alguma luz.