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COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO (COMPERJ): IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS, VIOLAÇÃO DE DIREITOS E CONFLITOS NA BAÍA DE GUANABARA

Alexandre Pessoa Dias, Alexandre Anderson de Souza, Aline Borghoff Maia, Felix Augusto Jacobson Berzins

Autor
Alexandre Pessoa Dias, Alexandre Anderson de Souza, Aline Borghoff Maia, Felix Augusto Jacobson Berzins
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 16
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2013.17707
Idioma
pt
2018Alexandre Pessoa Dias, Alexandre Anderson de Souza, Aline Borghoff Maia, Felix Augusto Jacobson Berzins. COMPLEXO PETROQUÍMICO DO RIO DE JANEIRO (COMPERJ): IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS, VIOLAÇÃO DE DIREITOS E CONFLITOS NA BAÍA DE GUANABARA. Revista Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 16, 2018.1

O Estado Brasileiro possui uma dívida ecológica e social com os povos da Baía de Guanabara, em especial com os pescadores artesanais. Os conflitos entre empresas e populações, em especial com as comunidades tradicionais e de baixa renda, deflagrados por processos de apropriação de territórios e dos recursos naturais pelo grande capital, estão na ordem do dia e compõem centralidade no quadro atual das discussões sobre os impactos e consequências da política de desenvolvimento hegemônica em curso no Brasil, travadas na academia e nos movimentos sociais. Em coerência com a lógica da rentabilidade que rege a economia mundial de acumulação abstrata, ou, em outras palavras, com o processo de “mundialização” da economia (CARNEIRO, 2005), que evidencia as necessidades de expansão das fronteiras do capital, o sentido de tal apropriação territorial engendrada por grandes indústrias e empreendimentos se alicerça às custas de uma distribuição discriminatória dos riscos ambientais, que penaliza, de diversas formas, grupos sociais já marginalizados da sociedade.