CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA OBRA O CAPITAL DE KARL MARX NO QUE TANGE À MERCADORIA, VALOR E TRABALHO
Evandro José Machado
- Autor
- Evandro José Machado
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 2 / 03
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2010.v2n03.4338
- Páginas
- 89–102
- Idioma
- pt
O trabalho é uma determinação natural do homem, porque tem como finalidade a transformação da natureza segundo as necessidades basilares dos próprios homens. Os capitalistas alteraram esta ordem específica e passaram a ver na ação trabalhista apenas uma forma de valorização exacerbada da mercadoria. Na obra "O Capital", Karl Marx representa essa transição a partir de uma tríade: mercadoria, trabalho e valor. Para ele, estes elementos devem ser analisados sob dois aspectos: o valor de uso (estágio natural do valor da mercadoria) e o valor de troca (estágio modificado do valor da mercadoria). Na ordem natural, a mercadoria é trocada em equivalência ao tempo de trabalho socialmente necessário para a sua produção (valor). Na esfera capitalista, a mercadoria foge à ordem natural e se torna em fonte de exploração dos trabalhadores. Desse modo, o objetivo deste artigo é mostrar como a teoria natural do trabalho é modificada em um instrumento proeminente de exploração (mais-valia). A competição entre os capitalistas, para dominar a mais-valia, leva à formação de uma taxa generalizada de lucro e, portanto, a uma modificação da natureza da mercadoria, trabalho e valor.
