CONTRA A OPINIÃO FALSA, O AUTOENGANO, A MÁ CIDADANIA:: A educação para a virtude (PLATÃO)
Maria Dulce Reis
- Autor
- Maria Dulce Reis
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 14 / 28
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2023v14n28p436-446
- Páginas
- 436-446
- Idioma
- pt
A desinformação, a opinião falsa, o agir mal foram objetos de reflexão filosófica por Filósofos Antigos, como por Platão em textos que articulam Psicologia, Educação, Ética e Política. Propomos abordar essa reflexão e articulação, bem como o caminho para sua superação presente na proposta de educação para a cidadania da República e das Leis. Entre opinião falsa e opinião verdadeira (a respeito do Ser, da vida em comum, de si mesmo) há um caminho de educação do todo corpo/alma a ser proporcionado (pelo poder político) ao indivíduo para a conquista do autodomínio, do equilíbrio entre os elementos irracionais e racionais do psiquismo para que consiga agir com discernimento na vida em comum. Segundo Platão, é preciso conhecer a natureza humana e talhá-la para o maior grau de excelência que seus elementos internos possam conquistar – estado de virtude – por meio de recursos educativos (como música, jogos em comum, matemática, dialética). O uso de tais recursos são debatidos pelo personagem Sócrates na República e pelo personagem O Ateniense nas Leis, como elementos fundamentais para a formação do caráter e a configuração de um regime político que preze o equilíbrio de forças, a justiça, a paz, e não escravidões, injustiças, violências.
