Contra o gênio: a ciência da arte no Humano, demasiado humano de Nietzsche
Jelson Roberto de Oliveira
- Autor
- Jelson Roberto de Oliveira
- Revista
- Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
- Edição
- 24 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.11606/issn.2318-9800.v24i2p99-119
- Páginas
- 99-119
- Idioma
- pt-BR
Pretende-se analisar a crítica de Nietzsche à noção de gênio em Humano, demasiado humano, obra que marca a ruptura com a fase geralmente conhecida como “metafísica de artista”, cujas influências principais são a filosofia de Arthur Schopenhauer e o projeto musical de Richard Wagner. Partir-se-á de uma explanação sobre a contraposição estabelecida por Nietzsche entre ciência e metafísica para, a partir daí, examinar como a tarefa estética se transforma numa ciência da arte, entendida como uma análise histórico-fisio-psicológica da atividade do artista. Pretende-se, com isso, demonstrar como o mote central da crítica nietzschiana se dirige à ideia romântica de gênio, à qual é contraposta a ideia de um trabalhador da arte.
