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Contribuições para uma teoria antropológica na leitura de Deleuze sobre Hume

Carlos Fernando Carrer

Autor
Carlos Fernando Carrer
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
23 / 2
Ano
2023
DOI
10.31977/grirfi.v23i2.3283
Páginas
160-170
Idioma
pt
2023Carlos Fernando Carrer. Contribuições para uma teoria antropológica na leitura de Deleuze sobre Hume. Griot : Revista de Filosofia, v. 23, n. 2, p. 160-170, 2023.2

O propósito deste artigo é apresentar a teoria antropológica que deriva do processo de constituição da subjetividade tal como o encontramos na leitura de Deleuze sobre Hume. Entende-se por “teoria antropológica” uma teoria que busca responder ao problema das interações entre natureza e cultura, bem como compreender a posição que o ser humano ocupa no interior dessa relação. Faremos isso reconstituindo alguns passos de Empirismo e subjetividade (1953), primeiro livro de Deleuze dedicado ao pensamento de Hume, e através de incursões pontuais ao Tratado da natureza humana, mas visando alcançar, também, as teses avançadas pelo filósofo francês em um artigo intitulado “Instinto e instituições” (1955). Com isso, pretende-se mostrar que, desde seus escritos inaugurais, Deleuze 1) não considera natureza e cultura como conceitos limitantes um do outro e 2) não faz do ser humano o objeto privilegiado da investigação antropológica, compreendendo-o, antes, a partir das relações que entretém com os não-humanos, especificamente os animais.