- Autor
- Clayton Moura
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt-BR
O objetivo deste artigo é explicitar o corpo sem órgãos, conceito desenvolvido na filosofia de Gilles Deleuze, e, em suas obras com Félix Guattari, a partir da aliança entre afeto e intensidade, como movimento decorrente de variações agenciadas nos encontros dos corpos. Na perspectiva de um corpo sem órgãos, ocorre uma mudança e uma transformação radical da noção que temos de corpo. Há uma ruptura com as ideias de corpo orgânico, organizado, previsível e determinado por funções, além de um corpo subjugado, definido, controlado e utilitário, a serviço do imperativo dominante. A compreensão de um corpo sem órgãos, referese a uma prática que lança os corpos na experimentação e no continuum da vida. Um corpo que se abre para a criação de modos outros de estar no mundo em contínua transmutação, onde inorgânico e anorgânico intensificam a vida nos corpos.
