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Crítica ao passado, nova escrita do futuro: carole pateman, luce irigaray e o patriarcalismo

Henrique Braunstein Raskin

Autor
Henrique Braunstein Raskin
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
23 / 1
Ano
2018
DOI
10.5216/phi.v23i1.49344
Páginas
105-132
Idioma
pt
2018Henrique Braunstein Raskin. Crítica ao passado, nova escrita do futuro: carole pateman, luce irigaray e o patriarcalismo. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 23, n. 1, p. 105-132, 2018.2

Este artigo busca expor a sutileza da diferença entre o antigo e o novo, entre o arcaico e o moderno, a fim de questionar o caráter emancipatório da política na modernidade. A existência e a conjectura de um contrato sexual nas variadas formas da teoria do contrato social é o contexto no qual Carole Pateman desenvolve sua obra para expor a subversiva maneira com que as mulheres têm sido estimadas desde os primórdios da modernidade. O que é posto em questão, contudo, é o fato de que a crítica de Pateman, embora de maneira exitosa rejeite o contratualismo, por outro lado não supera a estrutura discursiva da própria tradição jusnaturalista. Tal insuficiência crítica motivará, a partir de Luce Irigaray, que se ponha à prova o próprio modelo falogocêntrico da filosofia e da psicanálise, os quais se reinscreverão quando as mulheres repensarem a história do pensamento sob uma normativa feminista.